Monday, October 8, 2007

Muro das Lamentações

Dando início a uma nova rubrica, O Muro das Lamentações ou Raispartam o Mundo Em Que Vivemos!!!

Este nosso bloger anda com uma daquelas neuras raivosas. Não das que dá vontade de chorar ou de balir que nem uma cabra, mas sim uma pequena neurose de origem irritada, capaz de provocar dores lombares e fazer um homem adulto suar que nem uma jovem bronzeada ao sol.

Tendo em conta este cenário e visto que estamos no meu blogue, irei de seguida proferir uma correnteza de vilipêndios e escárnios que dizem respeito ao universo e a todos os que o habitam.

Ora bem, cá vai:

*oda-se-mais-ó-*aralho-deste-filhada*uta-de-mundo-pestilento-ca*rão-mal-cheiroso-e-da-*ona-da-tia(porquê da tia? nunca percebi...)-maisóca*alho(bis)-que-safossem-todos-afogar-na-mer*a-da-m*ita (adoro combinar líquidos fisiológicos) donde-vieram-maisóca*alho(tris) ca-*onadamãe-às-costas (da mãe? às costas? sentir as pilosidades do pito materno nas espaldas deve ser uma daquelas sensações bem estranhas...adiante) toda-escanchada-maisóca*alho(quarta vez, o que dá compreender a complexidade da língua portuguesa no que se refere ao escárnio). Sa-fossem-todos-apanhar-nap*ida(já cá faltava)-de-pretos-com-mas**rros-do-tamanho-do-ca*alho-maisóca*alho (falando de..) e sa-fossem-todos-*uder-cas-pu*as-das-ca*ronas (só para reforçar) do-ca*alho-que-os-*oda-dos-filhos-da-*uta-desses-ca*alhos (já perdi o fio à meada!) cheios-da-m*ita-até-às-orelhas (perdido por cem...) a-nadar-na-*uta-do-ca*alho-cheiodamer*a-c'um cheiro-a-boca-toda-esp***ada (e agora o grande final) maizóca*alhoc*sfo*átodos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem ficar escandalizado, ficou

Quem quiser que eu publique a versão não-censurada, é só avisar

Quem achar que pirei de vez, tem razão, mas defendo-me dizendo que a culpa é do sistema capitalista e desta sociedade desumanizada na qual nos encontramos

Quem achar que sou apenas um desgraçado carente, aviso que acertou em cheio e avanço que estou disponível para umas palmadas no rabinho.

Obrigado e tenham um boa existência

Thursday, September 20, 2007

Sugestões

Para quem nunca ouviu falar dos umbilical brothers

http://br.youtube.com/watch?v=7aZe_WSieSY

Friday, September 14, 2007

Oh my God...

Percebo que as atenções do nosso paíszinho se divide entre um par de médicos bifes que aparentemente mandou a sua filha para o além e a pêra que um brasileiro enfiou num sérvio.

Poderei deduzir que a populaça está entretida com histórias de horror e porrada?

Ou será que a dita populaça não quer saber das coisas que realmente interferem com as suas vidas quotidianas?

Seja como fôr, a verdade é que, enquanto nós nos deparamos com questões "secundárias" tais como: "como pagarei a próxima prestação da casa?" ou "quero ter filhos mas não tenho dinheiro para lhes dar de comer", os nossos líderes económicos e políticos reúnem-se em barcos pomposamente decorados na ribeira portuense e assistem a espectáculos de fado, dançando alegremente o vira do minho.

Conclusão deprimente:

Estamos tão preocupadinhos com o aspecto furgal das nossas existências que, não tarda nada, as refeições lusas serão constituidas por uma lata de feijão do Lidl e os mais afortunados terão direito a um copo de vinho chileno, enquanto os nossos vinhos alentejanos são exportados para países onde populaça se mexe pelos seus direitos.

Tenho medo, muito medo

Friday, August 31, 2007

Pérolas da comunicação

Meus caros, eis um belo exemplo do que se pode fazer com a língua portuguesa.

http://www.youtube.com/watch?v=WrcppvGEmAI

Friday, August 24, 2007

Anos 80

Os anos oitenta... época aúrea do rosa choc, dos sintetizadores, dos óculos de massa que acupavam a cara toda e das calças de ganga justas.

Década ímbuida de progresso económico, novas tecnologias, conflitos armados (bem, parece que este ponto é comum a todas as décadas), de uma nova consciência ecológica e social.

Os anos oitenta fizeram ao século XX o mesmo que o período da barroco fez à história da humanidade: lembrou-nos que o excesso e a piroseira fazem parte da natureza humana, e por mais que a gente não queira, mais tarde ou mais cedo iremos todos passar por uma fase de mau gosto cego. O mesmo se aplica às nossas vidinhas tempo-espacialmente limitadas.

Ultrapassando as taxas de sucesso dos revivalismos anteriores, este reviver os eighties parece que veio para ficar.

Será devido à complexidade estética, dirão alguns, aos sons evoluidos e complexos, dirão outros, ao facto que grande parte da geração activa ter vivido na infância essa década muita fixe, dirá o Cájó.

Tudo isto and then some.

A minha rude opinião tenta, com as suas mãos calejadas e a sua já gasta enxada chegar ao núcleo da coisa.

Ora vamos lá ver:

Os anos cinquenta e sessenta tinham uma estética muito cuidada e atraente, os anos setenta tinham sons muiiiito avançados para a época, roupas glamorosas, sexo livre e garotas elegantes, os noventas tinham a Kevin Costner e a Witney Houston (dasssse!!!!!!.... desculpem, escapou-se.), mas nenhuma destas décadas tinha a porta escancarada na decadência humana nas suas mais variadas formas.

Ela é o excesso de laca, as depressões, o exibicionismo, cabedal e ganga, cores garridas, gajas feias que com tanta maquilhagem ficavam iguais às outras, lábios vermelhos, louras platinadas, o Falco, cintos com fivela grossa, botas de matar-a-barata-no-canto-da-sala, cigarros a serem fumados, o Punk, cabelos espetados e pulseiras de couro com picos.

Resumindo, é a desculpa ideal para soltarmos o bicho básico, mundano e espanpanante que há dentro de cada um de nós.

E levar uns brotosde 18 anos para casa no processo, porque vá-se lá saber porquê ainda gostam mais disto que os demais.

Deve ser porque foram feitas ao som do "Simply the Best" da tia Tina.

Até parece que tive férias

Pois é caros bloguistas e demais, voltei. Não de férias, que isso é para gente esperta e normal, mas de uma looonga ausência de ideias e vontade de comunicar.

Este meu primeiro post vai em tom de desabafo:

Tive à pouco tempo um convite para ir à bola.

Ora bem, quem me conhece pessoalmente, sabe que a ultíma vez que fui à bola, o Michael Jackson ainda vendia discos, o Ramalho Eanes dirigia-se à população como chefe de estado, a Princesa Diana estava a anos-luz de um certo pilar de um certo túnel de uma certa capital europeia e eu ainda estava a descobrir esta coisa da coordenação motora.

Estavamos, portanto no anos 80 do século XX.

No entanto, e apesar da minha tenra idade, já existia dentro de mim a génese daquilo que mais tarde iria interpretar como um profundo desdém e desinteresse por assunto do esférico.

Volvidos 20 minutos de estar a assistir àquela "coisa", o jovem rebento Luzindro, do alto dos seus 80 centímetros, fincou pé e não descansou enquanto não se pôs ao fresco, encontrando formas bastante mais agradáveis de passar um domingo à tarde.

Esta foi a minha experiência futebolística como espectador. Como jogador a bola já rola noutro sentido, mas isso será uma outra história.

Momento auto-biográfico ultrapassado, debruçar-me-ei sobre o cerne da questão:

Ir à bola?

Coisa normal, diram os meus caros leitores. E até seria, se não fosse um pequeno pormenor:

A dita ida ficaria, já com desconto, nuns módicos 10 euros. O que me leva a outro sitio: e sem desconto? Seriam necessários 15 euros para entrar nessa catedral do desporto que é estádio de futebol? Provavelmente...

Então pensei: "Eh pá! Há gente que não vai ao teatro, nem ao cinema porque é caro. Mas são capazes de arrotar 15 eiros por semana para ir ver aquilo que é Xanax da nação."

Não estamos numa crise, estamos apenas com as prioridades trocadas, digo eu.

Sunday, August 5, 2007

Edição de Domingo

(Intro à la Telejornal)

Bom dia e bem-vindos à edição especial de Domingo, aquele dia em que só me apetece enterrar os cornos na palha e esperar que seja Segunda.

Hoje vamos dar relevo à vida selvagem. Iremos abordar a vida e hábitos daquela espécie de ave migratória que baixa ao sul no Verão, especialmente em Agosto, provocando um aumento no baixo índice de sinistralidade nas estradas portuguesas e dos concertos de música pimba.

Estamos obviamente a falar do Tugensis Emigratis.

O Tugensis Emigratis destaca-se do Tugensis Localis devido a algumas características adquiridas em terras além-fronteiras, especialmente "na Fránça", seja em localidades como "Pérpinham", "Parí, departamento zéro-ungue", ou outras terras maravilhosas onde adquirem aqueles poderes tão evoluídos que os separam do seu antepassado Tugensis Localis.

Uma das caraterísticas mais notórias é a pigmentação da pele, apresentando um tonalidade mais rosácea, especialmente em contacto com o sol, tonalidade essa genéticamente transmissível, como se pode constatar pelo tom suínico apresentado pelos descendentes do Tugensis Emigratis.

Outra evolução existente no Emigratis é a sua capacidade de comunicação, conseguindo expressar-se de várias formas diferentes, seja no Tugensis arcaíco, no Tugensís evoluído, ou naquilo a que os estudiosos chamam de emigranto-vacancês, que é na verdade uma fusão das anteriores.

Uma das evoluções mais espantosas do Emigratis é a sua forma de locomoção. Aqui reside mais de metade do fascínio que esta nova espécie nos provoca.
Para compreendermos esta evolução teremos de analisar os vários elementos que a destaca do estado do Localis.

-Desloca-se em viaturas de elevada cilindrada, ao passo que o Localis ainda roda em veículos movidos a motor de cortador de relva.

-As matrículas das referidas viaturas apresentam uma coloração amarela, estando claramente bem protegidas com os raios UV, enquanto as matrículas Localis, com o seu branco pálido, podem desenvolver cancro matrícular.

-Aproveitam melhor o racio espaço/ocupantes pelo facto das viaturas estarem sempre cheias de Emigratis.

Mas a mutação mais importante de todas do Emigratis em relação ao Localis é a sua adopção de um comportamento arrogante, permitindo ao Tugensis Emigratis manter-se distante dos Localis não desejáveis e, desta forma conquistar territorio e impôr respeito.

Ainda agora começamos a raspar a superfície deste ser magnífico que nos fascina.

Esperamos que através da sua compreensão também nós nos possamos compreender melhor.

Obrigado e um bom domingo

Reportagem de Manuel Cabrita para o anagramacosmico.

O selo da biatura

Saudações aos que vieram parar a esta zona não-cartografada da blogosfera, convosco, seres audazes e capazes, quero partilhar uma dúvida que me assola desde tenra idade:



-Porque será que quanto maior o número de pessoas, mais baixo é o Q.I.?

Exemplo:

Último dia de pagamento de uma conta qualquer. As massas acorre aos magotes ao balcão para pagar aquilo que poderia ter sido pago há uns dois meses. A massa chega lá e depara consigo mesma. A massa começa a barafustar porque ela própria está lá. "E não sei quê!!! Que estes gatunos, para além de nos fazerem pagar ainda fazem uma pessoa (ou quinhentas) estar aqui à espera", "Eu trabalho, tenho onde estar, blá blá blá".

A massa que barafusta em unísono, infelizmente pensa só no seu próprio umbigo.

Mas há mais.

Outro acontecimento comum nestas situações é o factoi dos sistemas informáticos não darem conta do aumento exponencial de afluxo de solicitações, daí "crasharem". Mas a massa não quer saber, ela esteve alí mais de 2 horas à espera, a massa paga nem que vaca tussa.

Conclusão:

Uma pessoa é um ser vivo inteligente, a massa é uma amiba com Alzheimer.

Tuesday, July 31, 2007

Coisas que me apitchulam a regueifa

Gosto, gosto, gosto. Eh pá, é que gosto mesmo. Pá


-Filmes do ínicio dos anos noventa, remniscência de uma vida isenta de preocupações

-Trocar olhares no Metro

-Festas na barriga

-Ganhar corridas na PS2

-Sentir vontade de chorar no cinema

Sunday, July 29, 2007

Comunicado Oficial

Gente, população em geral, crianças, jovens e similares, idosos, suas placas e aparelhos auditivos, putas, dealers e demais elementos essenciais à sobrevivência da sociedade:

-'Tou com A neura!!!

Mas não é uma neura típica, daquelas de Natal, em que um gajo só se quer enfiar na cama e esperar que seja dia 8 de Janeiro, altura na qual já passou aquela bimbalhice natalícia e as crianças já nem se lembram do que receberam há quinze dias e os papás já recuperaram do excesso de alccól que lhes foi permitido consumir graças ao período da alegria, tolerância e comércio. Não!!! Esta não é a neura do adolescente que não aceita o seu mundo porque não sabe como fazer parte do outro maior. Nem a neura de perder o emprego, nem a de perder a mulher, nem a de perder o cão (assim começam muitas canções de country music, by the way), nem a neura de estar revoltado contra o sistema porque os gajos dos bancos são uns g'andas cabrões e etc, e etc, e etc....

Nada disso.

Esta é a neura da fruição estética vs. fruição palpante

ou

Deus, porque é que inventaste a moral?

ou

Que o Diabo carregue a utilização de pouca roupa nos corpos femininos sensuais

ou

Nunca mais vou há praia, correndo o risco de parecer uma folha A4 o resto da vida

ou

Porque é que não nasci mulher e livrava-me desta coisa chamada testosterona?

Como podem reparar, tentei incluir nestes títulos referências religiosas, apesar de ser um ateu convicto, coloquei também referências literárias (a folha A4) e referências químicas.

Tento desta forma demonstrar o meu carácter de cientista, herege e poeta, salientando o meu génio maravilhoso, destacando-me assim da carneirada que popula esta poia cósmica, tornando a minha existência miserável um pouco mais tolerável graças à práctica da masturbação intelectual, que se manifesta por um esfregar vigoroso na parte da frente da testa, tornando o acto de escrever difícil e fazendo com que este texto tivesse levado 2 horas a ser escrito.

Obrigado, já me sinto muito melhor.

Coisas que não devem acontecer ao domingo

É novamente domingo...

Este dia tem da semana tem aquela estranha mania de me perseguir ciclicamente, com intervalos gradualmente mais curtos. Será que um dia me vai apanhar?

Poderá o mundo ser dotado de uma ironia tal que o último dos meus dias seja um domingo?

Se tal for o caso, pelo desculpas antecipadas a quem me cremar. É que não deve dar jeitinho nenhum desencantar uma agência funerária aos domingos, ainda por cima a malta 'tá em casa, a ver a bola, querem lá saber de um velório. A não ser que seja no verão e esteja um calor de fazer derreter alcatrão, é que as salas mortuárias são fresquinhas...

Para além disso é uma excelente altura para reencontrar amigos e conhecidos e ao pé das igrejas há sempre uma ou outra esplanada.

Bem vistas as coisas é uma questão de morrer assim pela fresquinha, que é para dar tempo à galera para tomar o seu duche, pôr o chinelo, agarrar na carteira, telemóvel, maço de tabaco e chave do carro, e pôr-se a caminho calmamente.

Mas vejam lá, não quero atrapalhar a tranmissão da F-1 ou o último episódio daquela telenovela onde entra aquela moça do nariz empinado, tão gira que ela é.

Agora a sério, velórios são para os vivos, os mortos já não querem saber.

Saturday, July 28, 2007

Confissões II

Coisas que odeio:

-Demagogias

-As finanças

-A vaidade intelectual

-O cheiro de tabaco na roupa

-A presunção

Para a próxima

Boa tarde caros internautas,

Venho deste modo materializar a minha vontade de acreditar em religiões que dêm vantagem àquela treta da reincarnação, de preferência às que permitem que um gajo, depois de ter o pernil bem esticado, apareça ao mundo sob outra forma que não a humana. Porque convenhamos, ser humano é uma seca, ele há impostos, obrigações, petróleo, sogras, códigos morais, a ordem dos médicos e um sem número de barreiras à simplicidade, que toda a gente sabe que é a porta para a felicidade.

Dito isto, desde já faço uma requisição para reincarnar sob a forma de um animal cobridor. E não sou esquisito em relação à espécie, a minha natureza tolerante permite-me viver bem na pele de um rottweiller de eleição, um touro manso, um cavalo, um hamster e até mesmo um insecto daqueles que fica sem cabeça durante a cópula. A minha única exigência é que o dito não tenha muitas funções para além da transmissão de genes via endo-física.

E agora, perguntam-me voçês, porque não querer voltar à terra sob a forma de um ricalhaço qualquer do médio oriente? De facto são uns tipos que não têm muito com se preocupar, a sua religião permite-lhes aturar mais de uma mulher, têm dinheiro para as manter felizes e normalmente estão tão ocupados com jogos de golfe, carros topo-de-gama e os seus falcões que não se importam que a esposa nº7 esteja a lêr o alcorão com o Yassin, o jardineiro de 19 anos.

Pois bem, aqui vai a minha resposta:

Não quero correr o risco de ter sentimentos em relação à função. Já viram algum cavalo ficar triste por cobrir a Estrela da Serra e não e Seta do Prado? pensamentos como: "Eh pá...que saudades que eu tenho da minha Setinha, aqueles cascos punham-me louco, cada vez que ouço aquele relinchar arrepia-se a crina toda" não devem constar da lista de tarefas no cérebro do equídeo.

Ou será que um Louva-a-Deus macho quando inicia a sua primeira e derradeira cópula estará pensar se a Louva-a-deus fêmea não gosta dele o suficiente para não lhe arrancar o mioleira?

Não senhor, o mundo animal presenteia-se com a felicidade em si. Não faz perguntas, simplesmente faz. Não há moralidades, não há imoralidades.

Há cópula, e muita.

Neste momento, caso alguém se dê ao trabalho de ler esta bosta, os meus caros/caras leitores/leitoras devem estar a pensar que este vosso alegre escriba só tem titíca na cabeça.

Acertaram.

Obrigado pela atenção

Wednesday, July 25, 2007

Os suecos e a bica

No ido e louco século XVIII, o rei Gustavo III da Suécia, terra quentinha e desprovida de senhoras atraentes, resolveu comprovar a sua teoria de que o café era uma substância venenosa.

Vai daí e resolve fazer uma experiência inovadora, condenando um assassino a beber café até ao último dos seus dias e absolvendo um outro se ele bebesse cházinho até quinar definitivamente.

Resultado: primeiro esticaram o pernil os médicos que supervisionavam a coisa, pouco depois segui-se o rei, assassinado em 1792, e finalmente foi o desgraçado que bebia o chá, aos 83 anos, possivelmente de tédio.

Conclusão luzindriana: aviso aos médicos, reis e bebedores de chá, nunca tentem desafiar um cafeinómano.

Tuesday, July 24, 2007

Confissões

Vou dar inicio a um tópico que irei desenvolver ao longo da existência deste blogue, que passa pela confissão de acções, gostos, tabus, pancas, taradices, enfim, de tudo o que me apitchule a regueifa.

Cá vai o primeiro:

-Conduzir pela direita

-Fumar cigarros ao fim da tarde

-Soltar bufas-pantufa (as insonoras)

-Licor Beirão

-Beethoven na Baixa

-Ouvir conversas alheias

-Fazer reciclagem

A matutar

Hoje acordei com uma vontade enorme de escrever alguma coisa e descubro que não sai nada. Será isto a tal barreira criativa? Então mas ainda agora começei e já tenho uma barreira criativa? Nem sequer fiz 10mts de pista e já me apresentaram uma porrada de pedras empilhadas, presas com cimento umas às outras, com vidrinhos de garrafa no topo, vulgo muro?

Mas será que para além do dito muro está uma casa bucólico-pastoril, ladeada por um relvado resplandescente, decorado com cadeiras brancas de plástico, guarda-sois da Sumol e uma arca da Olá? E porventura terá moças em biquini, bem bronzeadas, a darem risinhos audíveis e contentes com o facto de um homem saltar o tal muro?

Facto esse bem estranho...porque se eu fosse uma gaiata indefesa, de biquini, e estivesse no meio de um relvado de uma casa de campo, em biquini, na conversa com as minhas amigas brasileiras e croatas, todas em biquini, e se do outro lado do muro surgisse um gajo de óculos, todo ensanguentado (vidrinhos no topo do muro), a arfar, com um olhar entre o esgazeado (biquini) e o espantado (biquini), acho que nesse momento desataria a correr na direcção oposta, em biquini, e os meus risinhos metamorfosear-se-iam em qualquer coisa mais parecida com um grito lacinante e......raios!!!! lá foi a minha fantasia de verão para as couves....

Lição a aprender hoje:

Penso demais, faço de menos.

Sunday, July 22, 2007

Raistapartam maisó domingo!!!!

Do alto do promontório binário, que permite alcançar os vastos campos da expressão humana, de onde se vê o Vallhala da informação repleto de copas da comunicação, do ponto mais elevado desse acidente informático, cume da tranpiração de ideias entre seres potencialmente prenhes de uma nova visão da vida, do topo do picos mais elevados de entre os picos mais elevados, desse mesmo ponto que establece a divisão entre o que é palpável e o que está para além da nossa compreensão, daí mesmo eu queria mandar o Domingo à merdinha.

Saturday, July 21, 2007

Heróis

Super-Homem, Astérix e Michel Vaillant. Estes são os meus heróis. Representam tudo aquilo que nunca serei e nunca terei. Não falo dos super poderes, nem dos carros de F-1, nem de um melhor amigo com um coração do tamanho da sua barriga. Falo sim da inteligência, da magnanimidade, do senso-comum, do sentido de justiça e do respeito que têm pelo próximo e que os demais têm por eles. Creio que aqui estão alguns dos elementos mais importantes para ser humano.

Depois deste momento sério e de exposição pessoal, podemos voltar ao deboche e à verborreia sem sentido.

ideis sobre a pequenez

"As mulheres querem-se pequeninas como as sardinhas", expressão proveniente duma altura em que só havia mulheres de 1,40m neste país e onde era preciso valorizar a prata da casa, não fossem as hordas maculinas debandar em massa para o norte da europa.

"Os melhores perfumes e os maiores venenos estão em frascos pequenos", os primeiros são caros e aos segundos dá jeito esconder.

"Homem baixinho, ou ladrão ou bailarino", isto é uma profunda difamação da comunidade masculina, quer dizer as meninas podem pequenitas, coitadinhas, que até é giro, mas os homens tem de ser sempre umas bestas. Para além de ser extremamente redutor. Os homens pequenos tem múltiplas aplicações sociais para além do gatuno e/ou paneleiro...eu agora é não me lembro de nenhuma.

Restruturei o blogue

O nosso blogue está novo, cheio de energia e com a cara lavada. Seremos uma equipa dinâmica, que se baseará na isenção e clareza na informação acerca da nossa existência. Somos egocêntricos e machistas, e faremos do mau-gosto o nosso porta-estandarte da comunicação. Temos dito